


















Hoje o cinema está cheio de romances melosos e sem formula, que deixam o espectador sem animo devida a falta de empatia nas histórias contadas. “Amantes” novo filme de James Gray é uma luz no fim do túnel em termos de criatividade, e com um bom elenco, nos traz uma historia inteligente Que remete à celebre frase “Não troque o certo pelo duvidoso”.


Primeiramente devo salientar que Norah Ephron é antes de qualquer coisa uma roteirista- a sua direção nos filmes é mera consequencia de seus escritos. A roteirista/diretora, escreveu duas das principais comédias romanticas de todos os tempos (Hally e Sally feitos um para o outro, e Sintonia de Amor), mas parecia ultimamente ter perdido a mão (como o apenas satisfatório "A feiticeira") e agora parece ter reencontrado sua luz em um dos filmes mais deliciosos do ano- "Julie & Julia" baseado em dois best-sellers- "Julie & Julia" de Julie Powel e "Minha vida em Paris" de Julia Child. E talvez seja este o unico defeito do filme, por adaptar duas histórias paralelas o qual parecem ser dois filmes diferentes, tornando-se um pouco confuso o vai e volta da história.
A história começa mostrando duas chegadas: à de Julia Child na França e a de Julie Powell para o Queens- ambas procuram um proposito para suas vidas e ambas a encontram na culinária (enquanto Julie se baseia em um livro de Julia para escrever um blog e fazer receitas, Julia na antiga paris enfrenta os franceses e estuda a culinária de lá). Ambas tem um marido compreensivo e ambas enfrentam obstáculos- e tudo isso claro, com muita manteiga e delicias (ja que provavelmente no meio da sessão você terá de pegar mais pipoca com muita manteiga para saciar a vontade). Mas ambas as personagens acabam tendo pouca conexão...o que não prejudica na atuação das mesmas. Amy é a mesma doçura de sempre (embora eu pense que ela poderia ter se esforçado um pouco mais) mas é Meryl que, como disse minha mãe, é o leão da história e mostra o quão é poderosa (e porque é a atriz que o mundo ama tanto): ela muda o tom de voz, a postura, o jeito- tudo isso para lembrar Julia Child e nos entregar uma atuação fantastica.
Na parte técnica, Desplat como sempre ótimo nas trilhas e Ann Roth se destaca nos figurinos de Julia. Sobre a direção de Ephron, está boa, assim como seu roteiro, que não prejudica a pelicula.
Um bom filme que merece ser visto e degustado. E viva Meryl Streep!
Nota: 8,0
Agora vamos falar do ame ou odeie mais popular da atualidade: Lua Nova, a segundfa parte da saga Crepusculo chegou chegando nas bilheterias (no primeiro final de semana faturou r$ 270 milhões no mundo), e foi arrasado pela critica (sua nota no imdb é 4.5), no final das contas uma sacanagem se formos analisar que o filme é bem melhor que a primeira parte da saga- "Crepusculo". Aqui temos um filme com cara de arrasa quarteirão, onde há participações de luxo do porte de Michael Sheen, Graham Greene e Dakota Fanning, produção que conta com nomes como Alexandre Desplat e Javier Aguirressarobe e a direção de Chris Weitz (que falem o que falem dirigiu e roteirizou o incrivel "Um grande garoto", que lhe valeu uma indicação ao Oscar) que deu uma guinada no filme em termos gerais, desde a estética até o conteúdo.
O problema do filme é, temos que admitir, os atores. Eu juro que não entendo como Robert Pattinson, um ator que mostrou tamanha desenvoltura como Salvador Dali em "Little Ashes", como atuar de modo tão morno assim como Edward Cullen! E Kristen Stewart? Menina bacana, que esse ano nos deu de presente a querida Em Lewin de "Adventureland- férias frustradas de verão" pode ser tão apática ao ponto de não conseguir demonstrar toda a frustração de Bella ao perder Edward! No final das contas, sobra para Taylor Lautner um papel mais digno, onde mesmo muito jovem, ele tenta trazer para si o melhor de Jacob Black.
No final das contas, o grande destaque do filme que é bom (mas não tão bom) é a trilha sonora que eu já comentei por aqui (o ápice da qualidade de Desplat) que mostra o porque dele ser o grande compositor do momento.
Para os cinéfilos que viram o nariz o filme serve pelo menos para degustar o score de Desplat. Para os fãs da saga, uma adaptação muito mais digna que a do primeiro filme. Resta-nos então esperar Eclipse.
Nota: 7,0


